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A importância do rodízio dos locais de aplicação de insulina nos diabéticos

Os cuidados no dia a dia de uma criança com diabetes começa sempre com a medição da glicemia e aplicação de insulina, pratica que requer alguns cuidados básicos e delicados  para evitar sequelas futuras.
A aplicação de insulina é necessária como forma de tratamento do diabetes tipo 1 e também pode ser utilizada para o tratamento do diabetes tipo 2.
Mas o tratamento só é eficaz se aliado, entre outros fatores, a hábitos de vida saudáveis, além de técnica e dispositivo de aplicação adequados. Mas não foi este o cenário encontrado nos Estados Unidos por uma pesquisa realizada com 430 pessoas com diabetes em maio deste ano. Patrocinado pela BD – líder global em tecnologia médica que proporciona há mais de 90 anos as melhores experiências para tratamento e controle da diabetes – o estudo teve como principal objetivo analisar a forma como os pacientes insulinizados fazem uso do medicamento e quais as interferências da forma de aplicação na eficácia do tratamento.

O estudo detectou que 64% das pessoas com diabetes avaliadas apresentaram lipohipertrofia, que são deformidades nos locais de aplicação da insulina decorrentes da aplicação constante no mesmo ponto, bem como o reuso de agulhas descartáveis. Além de proporcionar visivelmente o aumento de gordura subcutânea, a lipohipertrofia é alarmante porque impossibilita que o organismo absorva a insulina adequadamente.
A ausência de rodízio e o reuso de agulhas são alguns dos principais causadores da lipohipertrofia

 De todos os pacientes com lipohipertrofia, 49,1% tiveram variabilidade glicêmica e 39% apresentaram hipoglicemia – fator preocupante, pois a queda de açúcar no sangue pode levar a pessoa rapidamente à perda de consciência, implicando em risco de vida imediato. Outro dado alarmante é que 98% não realizavam o rodízio adequado dos locais de aplicação. “Por isso é importante que a pessoa com diabetes faça aplicações de insulina alternando as regiões para que o organismo consiga absorver adequadamente o medicamento injetado, sem comprometer o tecido subcutâneo, local onde o medicamento deve ser aplicado”, explica Ana Carolina Gomiero, diretora da área de Diabetes da BD.

 Outro fator detectado pela pesquisa é que as pessoas com lipohipertrofia necessitaram de doses maiores de insulina (em torno de 15 unidades de insulina mais por dia), devido à má absorção do medicamento injetado no tecido lesionado (lipohipertrofia), aumentando o custo do tratamento e ocasionando variabilidade na glicemia.

 De acordo com outro estudo clínico patrocinado pela BD, realizado em junho de 2010 nos Estados Unidos com 388 participantes com diabetes tipo 1 e tipo 2 – com diferentes perfis físicos e étnicos, a espessura da pele raramente ultrapassou 3 mm. “Isso significa que o comprimento da agulha deve somente ultrapassar a pele para atingir o tecido subcutâneo, local recomendado para a aplicação da insulina, e nunca à região intramuscular, onde a absorção é mais rápida e pode ocasionar a hipoglicemia”, explica dr. Augusto Pimazoni Netto, médico Coordenador do Grupo de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim e Hipertensão da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Uma das formas ideais de aplicação é a utilização de agulhas e seringas curtas. Para isso, a BD oferece em sua linha de diabetes a menor a agulha para caneta de insulina e GLP-1 com 4 mm de comprimento, além da seringa com a menor agulha do mercado, com apenas 6 mm.

 Além do dispositivo correto, a pessoa com diabetes deve realizar a técnica de aplicação correta de acordo com o dispositivo utilizado. Para agulhas com 4 mm, é mais fácil, porque não é necessário realizar a prega subcutânea (dobra realizada na pele para minimizar o risco de aplicações no músculo) e o ângulo de aplicação é de 90° (reto). Para a seringa de 6 mm, é necessário realizar a prega subcutânea e o ângulo de aplicação recomendado para adultos é de 90° e em crianças e adolescentes, o ângulo é de 45°. Desta forma, o medicamento será aplicado no tecido subcutâneo e a pessoa com diabetespoderá ter um melhor controle glicêmico.

 Regiões mais recomendadas para aplicação de insulina

O rodízio dos locais de aplicação deve considerar as regiões laterais do abdômen (distantes três dedos do umbigo), regiões frontal e lateral externa das coxas (três dedos abaixo da virilha e três dedos acima do joelho), região posterior dos braços (três dedos abaixo da axila e três dedos acima do cotovelo) e região superior externa das nádegas.

Prevenção

O risco da aplicação incorreta de insulina também está ligado ao reuso de seringas e agulhas descartáveis, uma atitude não recomendada inclusive pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Além de aumentar os riscos de infecções na pele, devido à perda da esterilidade do dispositivo, a prática também pode ocasionar erros no registro da dose da insulina, desperdício do medicamento e lesões na pele (lipohipertrofia), que prejudicam o controle glicêmico – fator que pode levar ao surgimento de complicações do diabetes.

Publicado em: 22/11/2013 – Redação

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